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Dia Mundial da Alergia: Rinite alérgica afeta milhões de brasileiros e exige atenção

Especialista explica como medidas simples dentro de casa podem reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Celebrado em 8 de julho, o Dia Mundial da Alergia chama a atenção para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças alérgicas, que atingem milhões de pessoas em todo o mundo. Entre elas, a rinite alérgica é uma das mais frequentes no Brasil e pode impactar significativamente a qualidade de vida quando não recebe o tratamento adequado.

Segundo a otorrinolaringologista, alergista e imunologista Dra. Mila Almeida (CRM-BA 23626), membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), a rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz causada por uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias presentes no ambiente, como ácaros da poeira, fungos, pólens e pelos de animais. “Os principais sintomas são espirros repetidos, coriza, obstrução nasal e coceira no nariz, nos olhos, no céu da boca e até nos ouvidos. Algumas pessoas também podem apresentar tosse devido ao gotejamento de secreção pela parte posterior do nariz”, explica a especialista.

 

Nem toda rinite é alérgica

Apesar de ser bastante comum, a rinite nem sempre tem origem alérgica. Existem outros tipos da doença, como a rinite infecciosa, medicamentosa, hormonal, gestacional, gustativa e aquela provocada por irritantes ambientais, como fumaça, perfumes fortes e mudanças bruscas de temperatura.

Por isso, o diagnóstico correto é essencial para definir o tratamento mais adequado. Além disso, é importante diferenciar a rinite de outras doenças respiratórias com sintomas semelhantes. “A gripe costuma causar febre, dores no corpo e mal-estar intenso, enquanto a sinusite geralmente provoca congestão nasal importante, secreção mais espessa, dor na face e redução do olfato”, destaca a médica.

 

Impacto na saúde e qualidade de vida

Embora muitas pessoas considerem a rinite alérgica um problema simples, a doença pode comprometer o sono, a concentração, o desempenho nas atividades diárias e favorecer o agravamento de outras condições respiratórias, especialmente a asma e a conjuntivite alérgica.

O diagnóstico leva em consideração o histórico clínico do paciente, fatores ambientais e antecedentes familiares. Em alguns casos, testes alérgicos e exames laboratoriais ajudam a identificar os agentes responsáveis pelas crises.

O tratamento é individualizado e pode incluir medidas de controle ambiental, lavagem nasal com solução salina, uso de sprays nasais com corticoides e medicamentos antialérgicos para aliviar os sintomas.

Em situações específicas, a imunoterapia, conhecida como “vacina para alergia”, pode ser indicada. De acordo com a Dra. Mila, trata-se do único tratamento capaz de modificar o curso natural da doença alérgica, reduzindo a frequência e a intensidade das crises, além de diminuir o risco de evolução para a asma e outras complicações respiratórias.

 

Cuidados simples ajudam a controlar a rinite

Com a chegada do Inverno, período em que as alergias respiratórias costumam se intensificar, algumas mudanças na rotina podem fazer diferença no controle dos sintomas.

Manter os ambientes limpos, ventilados e bem arejados; lavar roupas guardadas antes de utilizá-las; evitar varrer a casa, dando preferência ao aspirador com filtro HEPA ou pano úmido; reduzir o número de objetos que acumulam poeira, como tapetes, cortinas de tecido e bichos de pelúcia; utilizar capas impermeáveis contra ácaros em colchões e travesseiros; evitar o uso de ventiladores e optar pelo ar-condicionado, mantendo os filtros sempre limpos são algumas das recomendações da especialista para combater a rinite alérgica. “Medidas simples como essas podem proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida das pessoas com essa doença. Além disso, o acompanhamento médico regular é fundamental para manter a doença controlada e prevenir complicações respiratórias”, conclui.