TERMO DE CIÊNCIA E CONSENTIMENTO SOBRE A AMIGDALECTOMIA INDICADO E RECOMENDADO PELA ABORL-CCF Indicado e recomendado pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial recomenda a todos pacientes ou seus responsáveis a serem submetidos à cirurgia de AMIGDALECTOMIA que tomem ciência das informações abaixo descritas. De acordo com os princípios da ética profissional, que norteiam a relação médico paciente, o médico deve informá-lo sobre os efeitos e possíveis consequências de qualquer procedimento ou tratamento, respeitando o seu direito de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas. Cabe ao médico privilegiar as escolhas de seus pacientes desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas. O presente documento fornece as informações básicas que todos devem conhecer a respeito de sua doença e do tratamento ora proposto.

Nome do Paciente: _______________________________________________________________________________ Idade: ___________
RG: ________________________ CPF: ________________________
Grau de escolaridade: ________________________________________
Responsável: ___________________________________________________________________
Nome do Médico:
CRM nº: Estado:
Data da realização do procedimento: _____/_____/20______
Data da informação sobre o procedimento: _____/_____/20______

PRINCÍPIOS E INDICAÇÕES

As amígdalas (tonsilas palatinas) são órgãos que ficam na garganta, auxiliando a imunidade. Sua função pode estar comprometi da e trazer problemas à saúde em casos de hipertrofia (aumento de tamanho) ou infecções repeti das. As principais indicações cirúrgicas são obstrução da via respiratória (respiração bucal, roncos ou engasgos), síndrome da apneia obstrutiva do sono, adenoamigdalites de repetição, abscesso periamigdaliano e amigdalite crônica caseosa. A remoção das amígdalas não compromete a imunidade do paciente.

CIRURGIA

A cirurgia é realizada com anestesia geral em centro cirúrgico. Todo o procedimento anestésico é realizado por médico especializado (anestesiologista da equipe do hospital) e as funções vitais são continuamente monitorizadas. A cirurgia é realizada através da boca. Não ficam marcas evidentes na pele, como cortes ou manchas arroxeadas. Em algumas situações, o cirurgião pode dar pontos nos locais em que as amígdalas foram retiradas ou fazer cauterização com o bisturi elétrico. Geralmente, o paciente pode ter alta hospitalar no mesmo dia. Raramente há necessidade de internação de mais de um dia.

EFEITOS ADVERSOS DO PROCEDIMENTO

1. Dor: Dor na garganta e dor referida na área da orelha são frequentes nos primeiros dias após a cirurgia. Podem ser intensas no início ou em dias subsequentes após a cirurgia. Medicações via oral geralmente são suficientes para aliviar a dor. Pode ser necessária a reinternação para controle da dor
2. Mau hálito: É comum ocorrer e cede em poucos dias.
3. Vômitos: Podem ocorrer algumas vezes, no dia da cirurgia ou após e podem ser constituídos de sangue coagulado (escuro).
4. Sangramento: Pode ocorrer a saída de sangue em pequena quantidade nos primeiros dias após a cirurgia, geralmente com fácil controle.

RISCOS E COMPLICAÇÕES

1. Hemorragia (sangramento em grande quantidade): É complicação rara, mas que pode levar à reinternação, reabordagem cirúrgica e até transfusão sanguínea. A morte por hemorragia é extremamente rara.
2. Infecção: É muito rara. Pode ocorrer na região operada, causada por bactérias habituais da faringe e, geralmente, regride sem antibióticos. Entretanto, em casos muito raros, pode evoluir para abscessos e infecções sistêmicas, necessitando antibioticoterapia e drenagem cirúrgica.
3. Voz anasalada e refluxo de líquidos: Podem ocorrer nos primeiros dias. Em casos raros, pode ser persistente, necessitando de fonoterapia ou nova cirurgia (faringoplastia).
4. Perda ou quebra de dentes: Embora rara, pode ocorrer lesão dentária ou queda de dentes pela colocação de abridor de boca utilizado na cirurgia, sendo mais comum nos "dentes de leite".
5. Crises de inflamação e infecção na faringe (faringites): Podem ocorrer no pós-operatório tardio e não têm correlação com a remoção das amígdalas e sim com a predisposição pessoal de apresentar inflamação do tecido linfoide presente nas paredes faríngeas, geralmente decorrentes de infecções virais e alergias.
6. Crianças que apresentem outras comorbidades ou síndromes: Podem ter o risco aumentado de complicações como sangramento, complicações anestésicas, recidiva e obstrução da via aérea, portanto, em alguns casos pode ser recomendada a internação por tempo maior para observação e cuidados hospitalares, ou internação em UTI (unidade de terapia intensiva) no pós-operatório.
7. Complicações da anestesia geral: Complicações anestésicas são muito raras, mas podem ocorrer e ser sérias. Devem ser esclarecidas com o anestesiologista.

MÉTODOS ALTERNATIVOS

Não há medicações para tratamento de hipertrofia das amígdalas.

CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS

Por ser uma cirurgia realizada na garganta, o principal cuidado é com a alimentação. A refeição deve ser feita com calma, oferecendo-se pequenas porções para evitar dor e engasgos. Alimentos quentes e duros devem ser evitados nos primeiros dias após a cirurgia.
Deve-se ter o cuidado de restringir atividades devido ao risco de sangramento. Na primeira semana o esforço físico deve ser mínimo. Esportes, atividades mais intensas e viagens devem ser suspensas por tempo maior.

CONCLUSÃO

A amigdalectomia é uma opção cirúrgica para o tratamento de amígdalas aumentadas ou com infecções recorrentes. Considero suficientes as informações e esclarecimentos prestados pelo médico assistente, inclusive quanto a alternativas diagnósticas e terapêuticas, para minha tomada de decisão quanto a submeter-me à cirurgia ora proposta, e a todos os procedimentos que a incluem, inclusive anestesias ou outras condutas médicas que tal tratamento médico possa requerer, podendo o referido profissional valer-se do auxílio de outros profissionais da saúde. Estou também ciente quanto à necessidade de respeitar integralmente as instruções que foram fornecidas pelo(a) médico(a), pois a sua não observância poderá acarretar riscos e efeitos colaterais.

Declaro, igualmente, estar ciente de que o tratamento adotado não assegura a garantia de cura, e que a evolução
da doença e do tratamento podem obrigar o médico a modificar as condutas inicialmente propostas, sendo que,
neste caso, fica o mesmo autorizado a tomar providências necessárias para tentar a solução dos problemas que possam
ocorrer, segundo seu julgamento, com o compromisso de me informar tais modificações no primeiro momento possível,
salvo os casos de exceção previstos nos ordenamentos vigentes.

Desta forma, levando em conta todas as informações prestadas, tendo as minhas dúvidas e questões devidamente
esclarecidas, tomo a decisão de submeter-me ao procedimento ora proposto.

Declaro que li o texto acima e que os procedimentos propostos foram devidamente explicados quanto aos seus benefícios,
riscos, complicações e métodos terapêuticos alternativos possíveis.

SIM: __ NÃO: __
Tive a oportunidade de fazer perguntas, respondidas satisfatoriamente, em linguagem compreensível.
SIM: __ NÃO: __
Cidade: ___________________________________________ Estado: ________ Data: ____ de _________________ de 20____

Assinatura do paciente (ou responsável): _____________________________________________________________________

Nota: Artigo 34 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2217/2018) e Artigo 9º da Lei nº 8.078/90 - É vedado ao médico deixar de informar o paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação ao seu representante legal.

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
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