TERMO DE CIÊNCIA E CONSENTIMENTO SOBRE A correção de atresia de coana INDICADO E RECOMENDADO PELA ABORL-CCF Indicado e recomendado pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial recomenda a todos pacientes ou seus responsáveis a serem submetidos à cirurgia de correção de atresia de coana que tomem ciência das informações abaixo descritas. De acordo com os princípios da ética profissional, que norteiam a relação médico paciente, o médico deve informá-lo sobre os efeitos e possíveis consequências de qualquer procedimento ou tratamento, respeitando o seu direito de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas. Cabe ao médico privilegiar as escolhas de seus pacientes desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas. O presente documento fornece as informações básicas que todos devem conhecer a respeito de sua doença e do tratamento ora proposto.

Nome do Paciente: _______________________________________________________________________________ Idade: ___________
RG: ________________________ CPF: ________________________
Grau de escolaridade: ________________________________________
Responsável: ___________________________________________________________________
Nome do Médico:
CRM nº: Estado:
Data da realização do procedimento: _____/_____/20______
Data da informação sobre o procedimento: _____/_____/20______

PRINCÍPIOS E INDICAÇÕES

A atresia de coana é uma malformação da região posterior do nariz, que impede passagem de ar. É uma alteração congênita (de nascimento), que pode ocorrer em um dos lados das fossas nasais, ou ser bilateral. A atresia de coana bilateral impede que o recém-nascido respire, sendo uma situação de urgência que, na maioria das vezes, leva à necessidade de intubação orotraqueal. A atresia de coana pode ocorrer de maneira isolada, ou seja, sendo a única alteração presente no indivíduo, mas também associada a outras malformações. A atresia pode envolver apenas tecidos moles (como a mucosa) mas também componentes ósseos. O diagnóstico é realizado através da endoscopia nasal e de exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética. A cirurgia para correção de atresia de coana visa reestabelecer a respiração adequada através do nariz.

CIRURGIA

A cirurgia consiste em realizar a abertura da região da coana, ou seja, da região posterior da cavidade nasal. A cirurgia é realizada através dos orifícios naturais, as narinas com o uso de câmeras. Não ficam marcas evidentes na pele, como cortes ou manchas arroxeadas. A região a ser operada, principalmente em bebês, é estreita, está próxima aos olhos e ao cérebro, sendo sujeita a variações na anatomia, além de contar com a presença de artérias e veias importantes e pontos de difícil acesso. A atresia com componente ósseo pode conter um osso espesso e duro, dificultando a sua remoção. Apesar dos exames de imagem auxiliarem bastante a programação cirúrgica, é muito difícil prever exatamente quais alterações serão encontradas. Portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia. A cirurgia é feita sob anestesia geral. Pode ser necessário que o paciente realize o pós-operatório em unidade de terapia intensiva, especialmente nos casos bilaterais, em crianças muito pequenas e na presença de outras comorbidades. Pode ser necessário o uso de stents (moldes) no nariz para evitar que a abertura realizada durante a cirurgia se feche.

EFEITOS ADVERSOS DO PROCEDIMENTO

Dor: É comum nos primeiros dias, de grau leve a moderado e com fácil controle. Medicações via oral ou endovenosa geralmente são suficientes para aliviar a dor.
Vômitos: Podem ocorrer algumas vezes, no dia da cirurgia ou após e podem ser constituídos de sangue coagulado (escuro).
Sangramento: Pode ocorrer a saída de sangue do nariz em pequena a moderada quantidade nos primeiros dias após a cirurgia, geralmente com fácil controle.
Obstrução nasal: É comum ocorrer, geralmente devido a inchaço no local operado ou pela presença de crostas no nariz. Costuma melhorar com lavagens nasais com solução fisiológica e com limpezas feitas no consultório.
Crostas e odor fétido nasal: trata-se de efeito adverso comum que melhora através de lavagens nasais com soro fisiológico e com limpezas feitas no consultório.
Dificuldades para se alimentar: A obstrução nasal, presença de sangramento e outros fatores associados ao procedimento podem levar à dificuldades na alimentação e à necessidade de uso de sonda.

 

 

 

RISCOS E COMPLICAÇÕES

Hemorragias: sangramentos em grande volume são raros, mas podem acontecer. Nesses casos pode ser necessária uma reintervenção cirúrgica e mais raramente transfusões sanguíneas.
Recidiva / Necessidade de reoperação: Pode ser necessário realizar mais de uma cirurgia, uma vez que a cavidade nasal é estreita, favorecendo que a região operada se feche.
Complicações da anestesia geral: são muito raras, mas podem ocorrer e ser sérias. Devem ser esclarecidas com o médico anestesiologista.
Internação em UTI: pode ser necessária, especialmente em casos de correção de atresia bilateral, caso a cirurgia seja feita em crianças pequenas ou em pacientes com comorbidades.
Infecção: A manipulação do nariz, que contém bactérias, pode levar à infecção no período pós-operatório e à necessidade de uso de antibióticos

Nota: Artigo 34 do Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2217/2018) e Artigo 9º da Lei nº 8.078/90 - É vedado ao médico deixar de informar o paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e os objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação ao seu representante legal.

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial
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